28.5.12
24.5.12
Tomem e embrulhem - Luis Miguel Cintra, zangado, sobre o Portugal que não é
- Luis Miguel Cintra, zangado, sobre o Portugal que não foi e o que não é - mas que precisa urgentemente de ser, para daqui a 25 anos ser melhor para os nossos filhos (ou sobrinhos, ou netos, todos os mais novos que nos continuarão), ou seja, nós próprios na nossa condição última. Mas como fazer isso se estamos reféns dos sistemas? se somos números (entradas indexadas) em bases dados de clientes (ou utentes, ou funcionários), deficientemente programadas para a nossa diversidade infinita, que nenhum sistema, por mais sofisticado que seja, poderá alguma vez replicar? E a tristeza dele é um pouco a minha, que me vejo grega para ser portuguesa.
20.5.12
11.5.12
Bernardo Sassetti (1970-2012)
6.5.12
2.5.12
Fernando Lopes (1935-2012)
Gérard, Fotógrafo, um filmezinho-retrato muito belo que Fernando Lopes fez sobre Gérard Castello-Lopes, seu amigo. Muito para além disto, Fernando Lopes deixa uma obra cinematográfica pessoalíssima.
FILMOGRAFIA DE FERNANDO LOPES
Em Câmara Lenta (2012)
Os Sorrisos do Destino (2009)
Ela por Ela (2006)
98 Octanas (2006)
Lá Fora (2004)
Tomai Lá do O'Neill (2004)
O Delfim (2002)
Cinema (2001)
Gérard, Fotógrafo (1998)
Lissabon Wuppertal Lisboa (1998)
O Fio do Horizonte (1993)
Matar Saudades (1988)
Crónica dos Bons Malandros (1984)
Lisboa (1979)
Nós por cá Todos Bem (1978)
Cantigamente (1976)
O Encoberto (1975)
Uma Abelha na Chuva (1972)
A Aventura Calculada (1972)
Nacionalidade: Português (1972)
Era Uma Vez... Amanhã (1972)
Vermelho, Amarelo e Verde (1969)
Hoje, Estreia (1967)
Tejo na Rota do Progresso (1967)
Cruzeiro do Sul (1966)
Se Deus Quiser (1966)
Belarmino (1964)
Rota do Progresso (1964)
As Palavras e os Fios (1962)
O Voo da Amizade (1962)
As Pedras e o Tempo (1961)
1.5.12
30.4.12
29.4.12
23.4.12
Para quem é o Mundo
19.4.12
Sarko
" Avant Sarkozy était un inconnu, mais aujourd'hui c'est un nain connu,un nain posteur, un nain compétant, un nain bécile, un nain capable. C'est du grand nain porte quoi!! Comme ils disent dans le sud, c'est aussi un nain culé!!! A faire circuler pour ne pas que Sarkomence!"
18.4.12
Rui Zink à Língua Portuguesa (poema no JL pelos 32 anos da publicação)
Minha pátria, minha língua
Linha pátria, minha míngua
Juro-te, se fores minha gramática
Eu serei tua sintaxe.
É que, em ti, gosto de tudo
Dos sons, dos ecos, da surdez
Até das tuas rimas fáceis
Em êxtase, em êxtase.
Certo, nem sempre nos entendemos
Desgosto quando dizes atempadamente
E tu enxofras com os meus isso é suposto.
Mas não tem mal
Um dia, num presente distante
Voaremos juntos a uma ilha deserta
Lá cantarás só para mim
E eu, enfim (prometo que sim)
Calar-me-ei de vez
Só para ti.
Seremos não mais uma língua
e seu falante
Tão só uma palavra (uma palavra simples)
e o seu não menos discreto
amante.
16.4.12
um banco não é um casino
ANTÓNIO CHAMPALIMAUD
Lisboa, 1978
Banco Pinto & Souto Mayor
1.ª edição
20,8 cm x 14,9 cm
A lição que deve tirar-se desta breve intervenção do banqueiro Champalimaud na reunião trimestral da direcção do referido banco constitui menos a expressão de um visionário do que o alerta frio e acutilante para aquilo com que a banca em geral veio, posteriormente, fazer escola. Quem hoje vê o estado selvagem a que chegou a finança, à escala planetária, certamente encontrará ressonâncias assustadoras nas palavras a seguir transcritas:
«[...] Dentro do estatuto legal que nos rege, de banco comercial, seria puro jogo de azar recolher depósitos sob a sua égide e lançá-los por forma generalizada no mercado do financiamento que está protegido por outro estatuto que é aquele que rege os bancos de investimento, até aqui monopólio do Estado. Proceder por forma diferente conduziria necessariamente a praticar lances de fortuna. Ora, recordo, meus senhores, que um banco não é um casino.»
Na livraria de Paulo da Costa Domingos.
14.4.12
11.4.12
E enquanto os brasileiros escrevem os portugueses contam tostões [Alexandra Lucas Coelho]
1. Sento-me com uma amiga a almoçar em Lisboa e ela conta-me que está a viver com 300 euros por mês. Transfere-os todos os meses da conta-poupança para a conta-corrente. Isto é possível porque, aos 35 anos, continua em casa dos pais, no seu quarto de rapariga, onde agora tem o computador, primeira coisa que liga todas as manhãs. Vive com muito pouco e sente-se uma sortuda por ter bom ambiente familiar. Durante anos aguentou-se num emprego que detestava, largou-o finalmente para tentar escrever e traduzir. Da escrita ganha nada, a tradução varia entre sete e oito euros e meio por página. Um livro de tamanho médio, que lhe leva três meses de trabalho, representa mil e tal euros de remuneração. É assim que a literatura estrangeira está a ser traduzida em Portugal. À custa desta falta de alternativa. (...)
7.4.12
Pessoa
4.4.12
29.3.12
28.3.12
liberalizações=massacre social
Electricidade mais cara e despedimentos mais fáceis. Ainda mais miséria, portanto. É preciso rever a lei eleitoral com urgência, e redefinir os princípios da representatividade política, idealmente no sentido da democracia participativa, i.e., no da responsabilização e iniciativa cidadã - de que as experiências locais de orçamentos participativos constituem exemplos, mesmo se ainda frágeis e reféns das lógicas representativas.
A minoria de votantes não pode continuar a abrir caminho para os homens de negócios que estão a ameaçar de morte os fundamentos do Estado social - figura necessária na tradição democrática europeia, ao contrário do (já decadente) modelo liberalíssimo da sociedade norte-americana.


